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Na Tora
Equipe de Rapel Radical

Eu estava pedalando na tarde de sábado e um amigo lembrou de um convite feito para a Terceira Ponte onde estaria reunida uma equipe praticando o Rapel, daí eu não contei pipoca, vamos, estou pronta, nunca tinha visto in loco essa prática. Chegamos lá e o que vi foi jovens, lindos e cheios de energia, estudantes e profissionais liberais, era a turma do advogado Marcio Chaves e seu irmão Marcel da equipe Na Tora.

Eles praticam o rapel há uns dois anos, onde têm caixa d’água, pontes e árvores acima de 25 metros, lá estão eles e, segundo o Marcio, tudo começou com um amigo meu, Ciro Facundo, ele tinha viajado para o rio de janeiro e, por lá, acabou comprando alguns equipamentos de rapel, assim que voltou de viagem a turma se empenhou a pesquisar o esporte e consultando algumas pessoas aqui em rio branco e descobrindo que muitos praticavam , porem, anonimamente. Ciro foi até os bombeiros e pegou algumas dicas de como fazer alguns nós de rapel e segurança, algum tempo depois, abriu um curso aqui em Rio Branco, ministrado pelo Sávio que há tempos faz rapel e é ai que entram em cena Marcio Chaves, seu irmão Marcel chaves e o amigo Heder, fizeram o tal curso e aprenderam tudo desde o básico até o resgate dái em diante foi só pesquisar mais sobre a historias, conversar com amigos e pessoas que tem acesso a internet que praticam também e tiveram a idéia de formar a Equipe de Rapel NaTora com direito a total organização, inclusive a logo marca.

Nessa brincadeira já são muitos os praticantes de rapel da equipe, são amigos, amigos dos amigos, gente curiosa, e grande integração com outros grupos que até onde se sabe já somam uns sete.

O Márcio me contou que a grande onda do rapel com certeza é o sabor da liberdade, a adrenalina que motiva cada vez mais a galera a praticar, com segurança sempre, esse esporte contagia a todos que o praticam ou simplesmente observam, como é o caso da sua mãe olha só o que ele conta: “Todas as vezes que eu digo que vou fazer rapel ela fica rezando pra eu voltar, o problema é que ela ta começando a pegar gosto pelo esporte e querendo fazer também, daí eu é que fico rezando para ela não ir! Uma vez foi interessante, estavamos na caixa d’agua do Castelo Branco e lá de sua de casa da pra ver bem, eu desci e liguei pra ela no meio do caminho da corda, ela foi pra rua e eu disse: “mãe, ta vendo um ponto branco pendurado?! ...pois é sou eu!” Nossa!!ela tava arara, mais depois ela acabou acostumando vendo que eu tava fazendo curso e com segurança e acabou gostando, ela adora os vídeos e as fotos!

E no esporte é assim, conhecemos muitas figuras interessantes a cada dia e é através dessa pratica em comum, o esporte, que muitas tribos se integram e trocam experiências, eu comecei na bicicleta, conheci o rapel e quem sabe o que vem pela frente né??? Toda prática é salutar, porem, com segurança e munido dos equipamentos necessários e em bom estado de conservação.

Dicas e curiosidades sobre o Rapel

O rapel antes de ser um esporte surgiu como uma técnica utilizada pelos espeleólogos para procurar cavernas e ter acesso a locais inacessíveis, por volta da segunda metade do século XIX. O esporte se praticado de maneira imprudente representa grande perigo aos praticantes. Um instrutor capacitado e que conheça o local, com o auxílio de bons equipamentos diminui muito o risco de qualquer acidente. Técnica ou esporte? Existe uma discussão para saber se o rapel é mesmo um esporte ou

Equipamentos do Rapel

Os equipamentos de tem de ter qualidade e apresentarem um bom estado de conservação. Segundo o instrutor de rapel, Saulo Roberto, a qualidade é fundamental. “Você é dependente do equipamento, portanto preste muita atenção se ele é certificado para o esporte e seu estado de conservação é bom”.

As cordas geralmente fabricadas de Poliamida, uma fibra sintética resistente ao atrito.

Elas são classificadas em dinâmicas e estáticas, as dinâmicas são utilizadas para escaladas e as estáticas para rapel, canyoning, (resgate).

Os mosquetões são peças feitas de duralumínio, uma liga especial que proporciona grande resistência. A função desse objeto é fazer ancoragens, costuras, prender o escalador a corda, etc.

Os freios oito são fabricados com o mesmo material dos mosquetões e são a ligação do atleta com a corda. As cadeirinhas que são feitas de nylon resistente com costuras especiais. O anel é de poliamida e é usado para ancoragens, resgate e como fitas guias.

Quem pode praticar Rapel

O mais importante na hora de praticar o rapel é estar atento a todos os itens de segurança. É necessário estar acompanhado de um instrutor que conheça bem o local, utilizar os equipamentos corretos e em bom estado e não desrespeitar a natureza.

Para o instrutor Saulo Roberto, a idade mais indicada é a partir dos 8 anos de idade. “Por se tratar de um esporte que requer bom senso e atenção, antes dessa idade fica difícil para a criança assimilar as técnicas”.

Cumprindo todos esses quesitos você estará apto a desfrutar dos prazeres do rapel. A técnica em si pode ser aprendida facilmente, e o ideal é que pessoas com problemas de saúde façam um exame médico antes de se arriscar

Onde aprender: Curso de Rapel em Rio Branco - Jázon Charife nos dias 01 e 02 de setembro - ligue 9238-7875 ou deixe um scrap

 

 
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Rio Branco-AC, 2 de setembro de 2007
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