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Missão Criança e Brasil Telecom renovam contrato para beneficiar crianças carentes |
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O contrato assinado pela Brasil Telecom e a Missão Criança terá duração de 12 meses e garantirá às famílias de baixa renda, integrantes do programa, o pagamento mensal de bolsa pecuniária. Em contrapartida, essas famílias terão que garantir a manutenção de seus filhos na escola. Os recursos repassados pelo Programa é pago preferencialmente à mãe da criança, com a finalidade de que seus filhos estudem e não sejam obrigados a trabalhar para ajudar no sustento de suas famílias. Assim, entre os objetivos do Programa Bolsa-Escola está o combate à pobreza e à exclusão social, que utiliza a educação como ferramenta para garantir o acesso e permanência, na escola, de crianças oriundas de famílias em condição de pobreza. Além de incentivar a freqüência das crianças e adolescentes de famílias de baixa renda nas salas de aula, o programa tem como finalidade a erradicação do trabalho infantil e o combate à exclusão social. O contrato beneficiará, ao todo, 180 famílias dos municípios de Xapuri (AC), Cidade Ocidental e Formosa (GO), e Cuiabá (MT). Segundo a coordenação do Programa Missão Criança, “o Brasil tem, na atualidade, 50 milhões de pessoas vivendo em condição de pobreza, sendo que mais de 21 milhões são miseráveis (IPEA, 2001). O Censo realizado em 2000 demonstra que ainda existem, no país, aproximadamente 17 milhões de jovens e adultos analfabetos e quase três milhões de crianças e adolescentes, com idade entre 5 e 14 anos, trabalhando (TEM, 2000). Esses números indicam que muito ainda deve ser investido para a redução deste quadro”, descreveu Gladys Pessoa Vasconcelos Buarque, responsável legal pelo programa. A idéia do programa é uma resposta à afirmação de que crianças não vão à escola porque suas famílias precisam que elas trabalhem para complementar a renda familiar. A solução proposta é pagar às famílias para que elas garantam que seus filhos estudem. O controle da freqüência do aluno beneficiado pelo programa na escola é feito permanentemente, envolvendo as mães beneficiárias e responsáveis, os diretores e professores das escolas onde as crianças estão matriculadas e as ong´s parceiras locais. As informações sobre freqüência e desempenho dos alunos beneficiados devem ser repassadas pelas escolas, e caso o aluno deixar de comparecer as aulas terá seu benefício suspenso. |
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| Com Moisés Alencastro |
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