ESPECIAL

Parabéns pra você!

Nesta data querida, o Página 20 não poderia deixar de agradecer aos leitores, que são os maiores contribuintes para o seu sucesso

 


Marcela Barrozo

Foram muitas as pessoas que colaboraram para que o jornal Página 20 saísse do papel e se tornasse uma realidade. Porém, nada disso valeria a pena se o maior interessado neste produto não o tivesse acolhido tão bem em sua casa: o leitor.

A receptividade que este “nanico” teve desde o nascimento comprova que a chegada aos dez anos de existência não aconteceu por acaso. Mas sim, por ser uma publicação antenada com os anseios do público, que teve coragem de enveredar por caminhos aos quais nenhum outro se propôs.

Prova disso são as pessoas aqui retratadas. Assinantes deste jornal praticamente desde a sua fundação. Os três personagens que ilustram esta matéria representam não só a eles próprios como a todos os leitores.

João Tezza, advogado

“Assino o Página 20 há cerca de seis anos. Quando tentei implantar o projeto do Laticínios Quinari, ele foi a única publicação que me prestigiou – e muito. Eu ainda morava em Brasília (DF) nessa época.

Considero-o um jornal bom, acompanho o Página 20 em suas várias fases – tanto combatendo alguns governos e apoiando outros. Acho que ele é o jornal que melhor traduz a vida sócio-político-econômica da nossa aldeia. Como geralmente o governo se alterna, consigo ver as duas versões do fato.”

João Tezza é catarinense, formado em direito no ano de 1968 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Residiu no Acre pela primeira vez em 1972, quando precisou vir a trabalho. “Vim para ficar um mês e acabei ficando de vez”, recorda. Sua mulher na época, a médica Marly Gennari, instalou aqui o primeiro serviço de prevenção de câncer no Estado.

- Em 1986, Tezza se elegeu deputado estadual pelo PFL e, como ele próprio afirma, teve a honra de ser relator da Contituinte. “Foi muito dignificante”. Na década de 90, foi advogar em Brasília, bem instalado nos tribunais superiores. Dois anos depois foi nomeado ministro do Poder Judiciário no Tribunal Superior do Trabalho. Em 1995, ano de fundação do Página 20, retornou ao Acre para tentar implantar o projeto de laticínio. “Infelizmente, sofri oposições. Esse projeto permitiria que o Acre fosse auto-suficiente em leite e seu PIB (Produto Interno Bruto) certamente se elevaria”.

Roberto Santy, apicultor e massoterapeuta

“Acho interessante os artigos que o jornal traz, do Leonardo Boff, a coluna Poronga, assuntos de nível nacional e internacional e os ‘buxixos’. Bem ou mal, eles também têm algo de verdade no que está acontecendo na sociedade.

Sou assinante há tanto tempo porque acho que é o mais objetivo, que tem mais credibilidade. Não se perde com matérias que apelam para a violência. Acho que os jornais devem falar de iniciativas boas, solidárias. Assim, as pessoas que lêem são estimuladas a agir dessa maneira e o Página 20 contribui nesse sentido.

Acho que se a imprensa se preocupasse com o bem da humanidade, o mundo seria outro. Os jornais devem chamar a atenção para o que há de bom no mundo, com reportagens sobre ciência e tecnologia, para repassar para os outros. Se acontecesse isso, não existiria tanta gente analfabeta. Temos que lutar pela solidariedade. Sem isso, o mundo não terá futuro”.

- Roberto Santy é um italiano que se naturalizou brasileiro para participar mais da vida pública e política do país que escolheu para morar. Veio para o Acre há 25 anos para trabalhar na colônia Souza Araújo, que abriga hansenianos. “Sempre me chamavam de estrangeiro para barrar nosso trabalho de reintegração dos hansenianos à sociedade. Mas para mi, estrangeiro é quem vem para um país para se aproveitar dele”, define. Lutou contra o preconceito aos habitantes da colônia, fazendo diversas passeatas pela cidade. Hoje, ele se é um especialista em apicultura, massoterapia e homeopatia. “Foi a melhor descoberta da minha vida”.

Irmã Maria Gracita, coordenadora diocesana de Pastoral

“Acho que sou assinante há uns nove anos. Sentíamos necessidade de ter um jornal na comunidade e, dentre as opções, achamos mais interessante o Página 20. É o mais crítico, que aborda questões mais pertinentes ao que queríamos saber.

Sou assídua desse jornal. Tenho dois momentos importantes pela manhã que é a oração, logo que acordo, e depois tomar café lendo o jornal, que é o meu segundo alimento. A primeira coisa que olho são as manchetes. Em seguida, corro para ler a coluna Poronga, que traz notinhas curtas, para ter uma percepção geral de tudo o que está acontecendo por aí. Gosto muito, também, das entrevistas. Eu leio tomando o meu chimarrão, como uma boa gaúcha.”

- A Congregação Nossa Senhora Notre Dame existe há 34 anos no Acre, cujas irmãs missionárias (a maioria vinda do Rio Grande do Sul, atendendo ao chamado do bispo de Cruzeiro do Sul) ajudam a população fazendo trabalhos de saúde em hospitais, ambulatórios, asilos, escolas, pastoral e paroquial. Primeiro, a comunidade se instalou no Vale do Juruá e depois no Purus. Irmã Gracita reside no Acre há 16 anos na comunidade da Vila Ivonete (coordenada pela irmã Lori Steffen), que se tornou uma espécie de “centro de peregrinação” para as demais missionárias. Atualmente, a Congregação Nossa Senhora Notre Dame é composta por oito comunidades no estado, coordenadas por 27 irmãs.

 

 
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Rio Branco-AC, março de 2005
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Carta ao Página 20
Muitos anos de vida!
Parabéns pra você!
 
 
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