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CNBB orienta fiéis para eleições 2006 Candidatos têm a meta de construir políticas que assegurem o desenvolvimento da nação |
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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mais uma vez está orientando os fiéis católicos para que votem conscientemente nas próximas eleições. Em abril, a entidade lançou um documento que tem como objetivo ajudar a população brasileira a escolher com mais critérios seus representantes, além de chamar a atenção dos candidatos eleitos a serem mais éticos e fiéis em seus compromissos junto ao povo. No documento, os bispos, se dirigem aos eleitores participantes das comunidades cristãs e a comunidade em geral, incentivando a sua efetiva participação na escolha de seus representantes e apresentam alguns critérios de discernimento. Eles também escrevem aos candidatos apresentando algumas propostas para a construção de políticas que assegurem o desenvolvimento da nação com inclusão e justiça social. Para os bispos, a política é uma das mais altas expressões da caridade cristã. Eles afirmam que atitude básica do cristão revestido de poder é a atitude de serviço, não de dominação e nem de busca do proveito pessoal. Em um dos trechos do documento os bispos citam que “Política e fé se tocam. Sem dúvida, a fé tem a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo, que abre horizontes muito além do âmbito da própria razão”. Com essa citação, eles afirmam que a Igreja não pode e nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política para realizar a sociedade mais justa possível. Não pode e nem deve se colocar no lugar do Estado. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça. Nas outras edições do documento, a CNBB exortou os fiéis a se engajarem com responsabilidade na ação política, orientando-os a exercerem o seu voto com discernimento. Este ano, são apresentadas propostas para reflexão, analisando os desafios da situação nacional, as grandes opções em jogo, algumas prioridades, diretrizes e orientações práticas para contribuir para o exercício do voto consciente e responsável. A intenção dos bispos é que os cristãos despertem para o desafio da construção de um projeto de nação cujas opções e propostas possam ser discutidas pelos eleitores e candidatos. Também está sendo proposto o fortalecimento das exigências éticas em defesa da vida. Os candidatos estão sendo convidados a lutar pela democratização do Estado e ampliar a participação popular, rever o modelo econômico e o processo de mercantilização da vida, reforçar a soberania da nação, democratizar o acesso à terra e ao solo urbano, ampliar as oportunidades de trabalho, proteger o meio ambiente e a Amazônia. No que se refere aos critérios para escolha dos candidatos, os bispos afirmam que é preciso instalar uma nova consciência política iluminada pelo lema inicial da Lei 9840, contra a corrupção eleitoral, que diz que “voto não tem preço, tem conseqüências”. Para os religiosos, nesse sentido, eleitores e elegíveis, devem mudar. O documento deixa claro o posicionamento da CNBB em relação à qualidade dos candidatos, quando os bispos afirmam que os critérios da escolha devem levar em consideração tanto a honestidade pessoal, quanto de competência administrativa, voltada aos interesses da coletividade. Para eles “os bons parlamentares e gestores públicos primam pelos compromissos honrados, sempre em estreita ligação com as necessidades reais da população. A transparência na gestão nunca lhes permite o expediente promíscuo na gestão do bem público, como se fosse um bem particular”. Fiéis consideram orientações importantes Para os católicos, as orientações elaboradas pela CNBB são importantes para a conscientização de eleitores e candidatos, já que o país atravessa uma crise grande, principalmente com os escândalos de corrupção envolvendo parlamentares. De acordo com um dos membros do Movimento Fé e Política, Antônio Torres, com o documento pastoral, os bispos desejam oferecer elementos que levem os cidadãos envolvidos no processo democrático, eleitores e candidatos, a refletir, questionar e se posicionar, à luz de princípios éticos e cristãos, frente aos inúmeros desafios que a realidade brasileira já aponta e, pensar o futuro do Brasil, a partir de projetos justos e solidários. “Este documento é extremamente necessário e foi apresentado no momento certo. É uma forma da Igreja manifestar sua preocupação com a população brasileira, bem como com o futuro do país. Com ele, os bispos mostram que não defendemos o interesse de um partido, mas de toda sociedade, principalmente dos mais pobres”, disse Torres. Ele ainda lembrou que o documento sugere a realização de algumas ações simples, mas eficazes, por parte de grupos católicos interessados em trabalhar pela conquista do voto cidadão, como por exemplo, a maior participação dos fiéis em debates para formulação de políticas públicas. “Um dos pontos mais interessantes do documento, é o convite feito pelos bispos, para que mesmo depois da eleição, nós possamos continuar acompanhando o trabalho dos governantes, cobrando deles ações que beneficiem a sociedade de maneira em geral. Não devemos apenas votar, mas também acompanhar e cobrar nossos candidatos”, comentou ele. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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