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Golpe branco no Sintesac Comissão eleitoral é acusada de impedir inscrição de chapas para proteger grupo defendido pela diretoria |
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Os últimos dias de mandato da atual diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Acre (Sintesac) estão sendo recheados de denúncias e insatisfação por parte dos filiados que defendem a concorrência democrática na eleição do novo presidente. A comissão eleitoral que cuida do pleito do dia 31 de julho é acusada de participar de um esquema para impedir a inscrição de outra chapa que concorra com a que vem sendo apoiada pelo presidente da categoria, vereador de Rio Branco pelo PPS Luiz Anute. A primeira dificuldade imposta pela comissão, segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Manoel Lima, que vem acompanhando de perto as manifestações feitas pelos trabalhadores da saúde, está no prazo estipulado pelo edital de convocação. “Na história do Acre nenhum edital para a eleição de qualquer pleito eleitoral teve período mínimo quinze dias”, ressaltou. Segundo a enfermeira Maria da Conceição Alves, candidata a presidente da chapa concorrente, o edital foi publicado no fim da tarde do dia 3, dando cinco dias de prazo para a inscrição. “No entanto, o dia da publicação estava inserido no período, incluindo um sábado e um domingo, prevalecendo no final dois dias úteis para o trâmite do processo”, reclamou. Apesar do curto tempo e da burocracia na elaboração dos documentos, ela conseguiu chegar dentro do prazo estipulado pela comissão. “Para nossa surpresa, eles alegaram que a documentação não estava correta e tivemos o prazo de 24 horas para ‘regularizar’, tempo que também foi obedecido, mas com o direito de inscrição novamente violado”, acrescentou. Já Manoel Lima lembrou que, de acordo com o regimento interno, se até 26 membros da chapa apresentarem a documentação completa, a inscrição é efetuada, com o prazo de mais 24 horas para resolver as pendências, sendo que esse direito também foi vetado. “Temos a informação de fontes fidedignas de que tudo já estava planejado desde o início para que as dificuldades fossem impostas e que, mesmo diante de uma documentação correta, a chapa não seria inscrita”, afirmou o sindicalista. Eles estão com medo de perder, diz Manoel Lima O sindicalista Manoel Lima disse que todo o artifício usado para dificultar a inscrição de uma chapa concorrente foi uma forma desesperada de evitar a disputa por medo de perder a eleição. “Trata-se de um golpe baixo que envergonha os trabalhadores. Independentemente de diferenças ideológicas ou políticas, o princípio fundamental que o cidadão acreano mais zela é a democracia. E a democracia tem que prevalecer”, afirmou. A candidata Conceição Alves lembrou que a disputa deve ser feita no voto, dando opção para quem não quer votar na chapa apoiada pela a atual diretoria. “A comissão eleitoral não pode seguir uma orientação errônea, de pessoas que querem beneficiar seus grupos”, acrescentou. Ela ressaltou que a direção está no poder há cinco anos, período em que aconteceu um esfacelamento na base do sindicato. Com o passar do tempo, segundo Conceição, foram sendo criadas associações e entidades paralelas, a exemplo do sindicato dos médicos, dos enfermeiros e dos odontólogos. “Com o desmembramento, o grupo perdeu a força de negociar políticas com o governo e de defender direitos como a diminuição da jornada de trabalho e a revisão do PCCS”, declarou. Gabinete eleitoreiro De acordo com os membros da chapa liderada pela enfermeira Conceição e pelos demais dirigentes dos movimentos sociais que defendem a democracia na eleição dos trabalhadores da saúde, o sindicato se transformou em um gabinete eleitoreiro, sendo tirado dos filiados o direito de participar de um pleito. Conceição lembrou que em anos passados os servidores de outros setores do Estado almejavam participar do sindicato da saúde, mas que hoje a situação é diferente. “O descontentamento é geral com os encaminhamentos, que não levam em conta os anseios levantados pela categoria”, assegurou. Conceição entrou com uma ação cautelar na justiça para obter o direito de concorrer na eleição. Também está convocando as bases, especialmente as mulheres para, segundo ela, unir forças e fazer a democracia prevalecer. “A maior força de uma categoria está na unidade. Havendo a união a vitória da democracia é certa”. Desrespeito na sessão da Câmara O discurso feito na última quinta-feira pelo vereador e atual presidente do Sintesac, Luiz Anute (PPS) irritou ainda mais os trabalhadores da saúde que lotou a galeria da Câmara para protestar contra o posicionamento dele no sindicato. “A falta de respeito da parte dele já era esperada, porque sempre age de forma descontrolada”, assegurou o sindicalista da CUT, Manoel Lima. Os manifestantes reclamaram que foram impedidos de entrar na sede do sindicato durante um protesto feito na manhã do mesmo dia. Entre as diversas frases dos cartazes que portavam, estava uma que aconselhava chamar a polícia apenas para bandidos. Nesse caso, o presidente da Comissão Eleitoral André Raimundo da Costa, disse que chamou o reforço policial para garantir a integridade dos demais membros da comissão. André disse ainda que o prazo do edital estava previsto no estatuto. Em entrevista na Câmara, Luiz Anute disse que o grupo tinha cunho político e que era desprovido de competência para organizar uma chapa. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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