COTIDIANO

Desavenças no posto de saúde

Ex-funcionária da unidade acusa diretora de maltratar funcionários e pacientes

 


Andréa Zílio

A agente administrativa e microscopista Maria de Lurdes Bandeira Roque ameaça entrar com ação na Justiça contra a diretora do Centro de Saúde Eduardo Assmar, Maria das Graças Fontenelle, por maus-tratos aos funcionários e pacientes do lugar, que fica no bairro do XV.

Diante das graves acusações, Maria das Graças desmente os fatos alegando que se necessário se defenderá perante a Justiça com as provas que tem, inclusive um documento que devolve a ex-funcionária à Secretaria Municipal de Saúde por indisciplina.

A polêmica história envolvendo as duas profissionais da saúde por muito tempo ficou sendo assunto só do centro. Lurdes diz que desde que pediu transferência do lugar, em setembro do ano passado, vem acumulando provas para então entrar com o processo. A ex-funcionária faz várias acusações contra a diretora do centro, onde diz ter trabalhado por três anos.

O outro lado

Maria das Graças se diz surpreendida que só agora Bandeirinha queira fazer polêmica com um assunto que não passa de mentira. Conta que até o momento a coordenação do centro de saúde Eduardo Assmar, que dirige há oito anos, vinha mantendo sigilo em relação aos diversos problemas que a ex-funcionária causou no lugar.

Hoje a coordenadora alega que, se preciso, se defenderá na Justiça tornado públicos todos os detalhes das atitudes da ex-funcionária, afirmando ter provas de tudo que contar - ela tem em mãos um documento que mostra que Bandeirinha foi devolvida à Secretaria Municipal de Saúde, ao contrário do que ela diz, de que foi autora de seu pedido de transferência.

Maria das Graças não quis entrar em detalhes dos motivos da devolução da ex-funcionária, mas diz que por diversas vezes a alertou de que não privilegiasse ninguém no lugar, pois todos têm o mesmo direito. “Dedico oito anos de minha vida a esse lugar e se meu nome está na placa daqui é porque algum trabalho bom eu fiz. Por várias vezes alertei essa funcionária sobre suas atitudes. As pessoas que chegam aqui cinco horas da manhã têm o direito de ser atendidas primeiro”, diz.

Versão da ex-funcionária

Lurdes, que é conhecida como Bandeirinha, conta que, ao contrário de sua chefe, ela tinha o prazer de ir para o posto atender as pessoas que iam em busca de ajuda, mas às vezes recebiam maus-tratos da diretora. Fala ainda que a falta de respeito de Maria das Graças se estendia também a alguns funcionários e que depois das demissões, que ela fez apenas por implicância, o atendimento no local só piorou. Diz que isso aconteceu com sete pessoas.

Bandeirinha vai mais longe em suas acusações e diz que até casos de medicação errada aconteceram no lugar e que a coordenadora, por sua vez, não tomou nenhuma providência. Mas talvez a mais grave acusação da ex-funcionária é de um episódio em que ela conseguiu que um médico atendesse o paciente depois que as fichas haviam acabado e ele havia atendido todos os outros. Mas no momento da consulta Bandeirinha conta que Maria das Graças entrou na sala e expulsou o paciente sem deixar que o médico terminasse a consulta, negando, assim, o acesso ao serviço de saúde.

Maria de Lurdes promete organizar todas as provas que tem contra a coordenadora do posto para processá-la, inclusive, por danos morais, alegando que foi até agredida fisicamente ao discutir com Maria das Graças por discordar de suas atitudes.

 

 
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