PÁGINA DO EMPREENDEDOR

“Alcançar sucesso é fácil, o difícil é sustentá-lo”

Aos 34 anos, mãe de um filho, a jornalista Eliane Sinhasique é um exemplo de alguém que não veio a esse mundo só a passeio. Dona do programa de rádio de maior audiência em Rio Branco, há nove anos ela descobriu que a receita do sucesso é simples: ouvir as pessoas. No programa Toque e Retoque, além de dicas variadas e músicas, a apresentadora lança mão de uma espécie de divã ao vivo. “A solidão é o mal deste século, isto porque, embora vivam próximas, as pessoas estão cada vez mais distantes umas das outras, não têm com quem conversar e principalmente ouvi-las ou trocar opiniões” diz ela.

Todas as tardes,de segunda a sexta-feira, Eliane está lá com informações e mensagens positivas. E, o que é mais importante, o contato direto e aberto com seu público.

Desabafos, opiniões e confidências íntimas são comuns. “Às vezes eles se esquecem até que estão no rádio e acabamos ficamos todos muito amigos.” O que começou como um programa de rádio cresceu tanto que acabou se transformando numa microempresa de publicidade e propaganda que também promove shows e outros eventos e já cria empregos.

Mais que um simples programa de rádio, o Toque e Retoque acabou entrando de tal maneira na vida das pessoas que grande parte delas confessa conversar com o rádio num diálogo surrealista. A constatação é da estudante de mestrado Ronízia Gonçalves, que foi pesquisar a influência do programa de rádio Viva a Vida, da Diocese de Rio Branco, e ao conversar com as pessoas descobriu que elas ouviam mesmo era o Toque e Retoque, que assim acabou virando dissertação de mestrado dessa pesquisadora na Pontifícia Universidade Católica (PUC).

E o segredo para tanto sucesso? “Em primeiro lugar eu tenho um grande prazer em fazer o programa e acho que gostar do que faz é essencial para você ter sucesso no que quer que seja. Em segundo lugar, eu leio muito, leio sobre tudo, especialmente sobre comunicação, marketing e propaganda. Faço tudo que é curso que o Sebrae e outros órgãos oferecem, como vender mais e melhor, como atender um cliente, o Empretec, relações humanas, públicas e técnicas. Alcançar sucesso numa atividade não é tão difícil, o que dá trabalho é conseguir sustentá-lo”, conta Eliane.

Filha de migrantes que vieram de Guaíra, no Paraná, para o Acre junto com as grandes levas que chegaram para colonizar a região, desde menina aprendeu com seu avô o hábito da leitura e, embora morassem numa colônia do Projeto Peixoto, lia em cada momento de folga imaginando os lugares descritos, sonhava conhecer o mundo e tinha como companheiro inseparável o rádio. “Ia tirar o leite da vaca, lavar roupa, ler, qualquer coisa que fizesse estava lá meu radinho e conversava durante horas com o Adelson Moura e Márcia Ferreira, ambos locutores da Rádio Nacional. Minha mãe, por motivos religiosos, não gostava que ouvisse rádio e quando me via conversando com ele dizia que estava maluca ou endemoniada. Eu dizia que um dia ia falar no rádio e aparecer na televisão, ela fazia pouco de mim, decidi que seria jornalista. Hoje sei que a palavra tem poder e as pessoas precisam saber usá-las positivamente sempre para ter sucesso em suas vidas.”

Aos 15 anos, Eliane que então trabalhava como agente de saúde no posto de saúde próximo à sua casa, onde dentre outros trabalhos participou de cinco partos acompanhados e fez sozinha o de uma menina que a mãe decidiu batizar com seu nome, resolveu fugir de casa por não aceitar o casamento arranjado pela família com o filho de um vizinho. “Sabia que, se me casasse, minha vida pararia ali, estaria lá na colônia até hoje. Eu queria mais, tanto que quando cheguei à cidade a primeira coisa que fiz foi pedir demissão daquele emprego da saúde em que, por ser menor, ganhava metade do salário mínimo para fazer o trabalho de um adulto. Não queria ser funcionária pública, acomodar a salário certo, preferi correr atrás do sucesso.”

Sua entrada no rádio aconteceu quando conheceu vários repórteres que estavam começando na profissão e acabou sendo apresentada ao radialista Sérgio Pitton, então diretor da Rádio Capital, pelo jornalista Tião Maia. “Ele olhou para mim, tirou um gravador da gaveta e me mandou ir ao aeroporto para gravar uma entrevista com Alércio Dias, Narciso Mendes e Francisco Diógenes. Eu não conhecia nenhum deles, mas o Tião, que também estava lá, me dava as perguntas. Estava tão nervosa que os joelhos ficaram roxos de bater um no outro, mas a gravação não prestou, Pitton ficou fulo da vida e me deu uma semana para saber quem era quem na política acreana. Fui para a Assembléia e comecei a fazer uma ficha de cada deputado, até que quando ia passando pelo corredor ouvi o Manoel Machado gritando ofensas à governadora Iolanda. Liguei o gravador e colhi minha entrevista, foi o primeiro furo que rendeu uma semana de polêmica. Daí por diante nunca mais parei.”

PÉS NO CHÃO - Eliane lembra que a idéia de criar o Toque e Retoque foi do jornalista Roberto Vaz, inicialmente em parceria com Andrade Filho. Essa parceria durou quase dois anos, depois ela partiu para alçar vôo sozinha. Fez sua primeira aparição em TV no programa da TV Educativa, depois foi a primeira repórter da TV Gazeta e apresentadora e é hoje microempresária com atuação independente.

“Sempre tive meus pés no chão. Meu avô materno era japonês me ensinou que não podemos gastar mais do que ganhamos e ainda temos de guardar alguma coisa para os imprevistos, por isso sempre calculo perfeitamente o que ganho e o que gasto”, recorda, para então destacar: “Quando fiz o Empetec pelo Sebrae, constatei que as orientações de meu avô estavam certas, mas que precisava focar meus objetivos em metas específicas. Aquilo fez o mundo se abrir à minha frente, que a gente tem de atuar naquilo que tem talento e gosta, que não pode fazer isso só para satisfazer o seu ego pessoal e que um negócio tem vida própria que você deve acompanhar ou vai quebrar. Resolvi investir em mim mesma.”

“Tomei consciência de que a comunicação é meu dom, por isso resolvi investir no desenvolvimento de habilidades e talento nessa área. Estou fazendo faculdade de Propaganda e Publicidade, além de estudar bastante porque acredito que nós somos seres inacabados, precisamos aprender. Isso não significa que a gente tenha de se retrair, porque para ter sucesso é preciso ser ousado, arriscar de maneira responsável. Antes de fazer o Empretec, eu montei vários negócios e quebrei, outros quebraram depois de fazer o curso porque tiraram os pés do chão, a gente pode tudo, ou quase”, diz. “A coisa mais importante para alcançar o sucesso é acreditar em si mesmo e investir na melhoria de seu potencial, respeitar as pessoas que estão à sua volta e, se você acredita que uma coisa vai dar certo, não ligue para o que dizem, invista nela; se quebrar, não desanime, comece de novo. Eu já fiz isso muitas vezes. Tudo tem seu preço.”

Etiqueta Empresarial

NEGÓCIOS À MESA

FINESSE É O DIFERENCIAL!

A conquista de uma boa imagem pessoal e profissional não se dá sem cultivarmos um de seus mais valiosos atributos: a habilidade do correto manuseio dos talheres e a conseqüente elegância nos modos à mesa.

Freqüentemente surgem circunstâncias que obrigam executivos a negociarem com parceiros e clientes em almoços e jantares. Nessas oportunidades, as deficiências de traquejo e polidez denigrem a imagem de profissionais e empresas. É sabido que desde a antiguidade grandes decisões são tomadas à mesa.

Aqueles que não dominam o correto comportamento à mesa, e sabem que isso é importante, geralmente evitam se expor e podem perder excelentes oportunidades na carreira. Por isso, o grande contingente de empresas, executivos e executivas que procuram assessoramento em etiqueta empresarial, deixa patente a necessidade dos profissionais aprenderem a lidar corretamente com estas e outras situações delicadas.

Muitos se julgam competentes tecnicamente e pensam que o refinamento do trato é dispensável. Ignoram, porém, que é no ato de comer que melhor se revela a educação de uma pessoa. Um profissional causa pior impressão quando comete gafes num almoço ou jantar de negócios que outro não tão bem-vestido ou que não fale fluentemente outros idiomas.

Justamente por isso cumpre não esquecer de certas regrinhas, que visam a conservar intactas a sua imagem e de sua empresa, na maioria dos casos duramente conquistadas.

O domínio das boas-maneiras à mesa lhe dá segurança e desenvoltura, possibilitando que você aprecie gostos e sabores e se relacione de modo descontraído com os demais, seja socialmente ou no mundo dos negócios.

É de suma importância praticar e treinar diariamente o comportamento à mesa, principalmente na sua intimidade, para que ele se torne natural e pareça ter sido aprendido desde o berço.

Posição de talheres e copos e como usá-los corretamente:

- Os talheres são colocados de ambos os lados e acima do prato e são usados de fora para dentro.

- Os garfos ficam do lado esquerdo. A forma mais elegante de comer é conservá-los nessa mão.

- As facas e a colher de sopa ficam do lado direito, devendo ser manuseadas com a mão direita.

- O procedimento correto, em todos os países do mundo que adotam as maneiras européias, é usar os talheres na posição em que são apresentados; os canhotos devem treinar para não trocar de mão. A troca de lado só é tolerada se for inevitável e prejudicial à naturalidade.

- Crianças que aprendem desde os dez anos a manusear os talheres dessa forma não encontram o menor obstáculo.
o Massas do tipo espaguete ou talharim devem ser enroladas no garfo, que nesse caso estará na mão direita.

- Os talheres servem para levar a comida à boca, não se deve, portanto levar a “boca” à comida.

- Ao cortar a carne, o garfo fica com a parte côncava virada para baixo e o dedo indicador da mão direita serve para firmar a faca.

- Ajudar com a faca a colocar a comida no garfo é a maneira mais elegante e prática. É a maneira européia.

- A posição de descanso não admite apoiar os talheres na mesa. Facas ficam na borda direita do prato e garfo na borda esquerda.

- Ao terminar, os talheres ficam dispostos numa linha perpendicular ao prato, sentido norte-sul. Nunca cruzados. Não empurre o prato.

- A sopa deve ser tomada pelo lado da colher. Ao terminar ela fica no prato auxiliar.

- Mantenha os cotovelos sempre junto ao corpo. Nunca afaste os braços como asas.

- Guardanapos de tecido devem ser colocados no colo e usados para limpar os lábios antes de beber. Ao final da refeição não devem ser dobrados novamente, somente colocados do lado esquerdo do prato.

- O pão é comido com as mãos. Não deve ser partido com faca.

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E x p e d i e n t e :
Textos publicados nesta página são de responsabilidade da Unidade de Comunicação e Marketing do Sebrae no Acre (Jornalista Responsável: Socorro Camelo (Registro Profissional: 065 DRT/AC) socorro@ac.sebrae.com.br), fotos: Evandro Souza. Colaboradores: Andréa Zílio, Isabel Barros e Juracy Xangai. Sugestões, comentários e-mail para ascom@ac.sebrae.com.br

 

 
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Rio Branco-AC, 16 de maio de 2004
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Com Ancelmo Góis
 
 
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