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Romerito Aquino  
Reforma apertada

O senador Tião Viana, relator da reforma da Previdência Social, calcula que os partidos aliados do governo têm entre 53 e 54 votos para aprová-la no Senado. Como a aprovação de reforma constitucional na casa depende de no mínimo 49 votos, o cálculo do líder petista não é nada confortável para garantir tranqüilidade na aprovação da reforma previdenciária.

Confiança do governo

Mesmo com placar apertado, o governo confia que aprova até o final do ano as duas reformas constitucionais. A confiança do governo está depositada principalmente nos votos do PMDB, partido que a partir do ano que vem deve fazer parte da base aliada no Congresso, assumindo um ou até dois ministérios na reforma que o presidente pretende executar para começar 2004 mais estável politicamente.

Velhos adversários

A aliança do PMDB com o governo, no entanto, não muda nada na relação do partido com o PT do Acre. Mesmo aliados a nível nacional, o PT e o PMDB do Acre vão continuar como os maiores adversários do estado. Será assim que os dois partidos vão disputar as principais prefeituras nas eleições do próximo ano.

Renovação

Por falar em PMDB, o deputado João Correia já não faz cara feia para a idéia de se fazer uma grande renovação no partido no estado, saindo os velhos caciques, como os ex-governadores Nabor Júnior e Flaviano Melo, e entrando gente nova, oxigenada, com propostas de fazer uma oposição séria, responsável e sem raiva ao governo petista. Num dia desses, Correia falava para alguns interlocutores que o PMDB, por exemplo, precisa voltar a ser um partido de famílias no Acre, como ocorria antes.

Rumo à vitória

O líder do PT no Senado, Tião Viana, calcula que seu partido pode conquistar no mínimo 60% das prefeituras nas eleições do próximo ano. Para Viana, o ano de 2004 será o da consolidação do PT em todo o interior do estado. A consolidação começa com a reconquista da prefeitura da capital e a conquista da prefeitura de Cruzeiro do Sul.

Enfim o crescimento

Em Brasília, as perspectivas do governo federal são as melhores possíveis para o próximo ano. Além de retorno do crescimento do país à faixa dos 4%, o governo prevê bons investimentos nas áreas de infra-estruturas urbanas e rurais em 2004. Será o tal do espetáculo do crescimento, anunciado pelo presidente Lula para este ano, mas adiado para o próximo pelo arrocho financeiro que também se fez necessário nas contas do governo neste segundo semestre.

Alerta importante

Em sua passagem pelo núcleo do poder central na semana passada, o governador Jorge Viana preveniu o presidente Lula e os ministros José Dirceu e Antônio Palocci de que o governo precisa investir mais nas regiões mais pobres para evitar que a retomada do crescimento aumente ainda mais o fosso das desigualdades regionais do país. Ou seja, que o crescimento esperado se dê apenas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ficando o Norte e Nordeste ainda mais distantes em termos de geração de renda e empregos.

Crescimento linear

Para o governo conseguir que o crescimento seja linear para todo o país, o governador disse a Lula e aos ministros mais influentes de seu governo que o fundo de desenvolvimento regional, previsto na reforma tributária, passe a valer já a partir de 2004 para as regiões Norte e Nordeste.

A hora das emendas

A semana inicia com os deputados e senadores acreanos começando uma boa briga dentro do Congresso Nacional para garantir maior volume de recursos para o Acre no Orçamento Geral da União de 2004. Termina na quarta-feira o prazo para os parlamentares apresentarem, na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, suas emendas individuais e as emendas de bancada, que vão garantir os recursos que o governo e as prefeituras do estado devem dispor para fazer investimentos no próximo ano.

 

 
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Rio Branco-AC, 16 de novembro de 2003
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