| COTIDIANO | |
Advogado diz que negocia prédio da Cohab “a preço de mercado” Sindicato quer que avaliação seja realizada por imobiliárias |
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O advogado Neórico Alves de Souza declarou ontem de manhã, durante uma reunião realizada no Sindicato dos Urbanitários, que aceita negociar com o governo do Estado o prédio da Companhia de Habitação do Acre (Cohab), mas de acordo com o preço de mercado. “Podemos consultar duas ou três imobiliárias e definir o preço”, disse ele, rejeitando proposta da administração estadual, que já anunciou ter disponibilizado R$ 350 mil para o pagamento. O processo envolvendo a Cohab/Acre teve início em 1990, quando um grupo de 76 servidores ingressou na Justiça do Trabalho com ação por reparação de perdas salariais decorrentes do Plano Verão, do governo Fernando Collor de Mello. Deste total, 72 fizeram acordo, faltando ainda quatro deles. Posteriormente, o advogado pagou os direitos dos empregados e prosseguiu sozinho com a ação para receber seus honorários. Em 25 de julho passado, Neórico obteve adjudicação do prédio da Cohab que havia sido leiloado para o Detran. A situação se agravou na última quarta-feira, quando a Justiça do Trabalho determinou a entrega do prédio ao advogado e a Polícia Federal fez valer a ordem de desocupação das salas pelos servidores da empresa. O presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, explicou que resta agora ao governo negociar com o advogado, já que a entidade não é mais parte do processo, embora ainda conste como autora da ação. “O prédio nada mais tem a ver com o sindicato nem com os trabalhadores. Ele foi passado para pagar os honorários dos advogados do processo”, lembrou. Em relação à situação de instabilidade dos servidores que ainda estão ativos na companhia, Marcelo disse que o governo do Estado não pode usar a crise com o prédio da Cohab para ameaçar demitir seus funcionários. Segundo ele, os trabalhadores não têm culpa pela derrota em processo judicial que vem se arrastando há mais de dez anos. “De acordo com a versão do governo, os funcionários correm o risco de perder o contrato, mas esperamos que ele não use essa situação para querer suspender qualquer contrato que seja, porque nesse caso, a gente vai buscar a Justiça novamente para manter o emprego dos trabalhadores”, completou. O prédio, com mais de mil metros quadrados de área construída, está localizado na rua Valério Magalhães, no Bosque, um dos bairros mais valorizados do mercado imobiliário da Capital. Fundada em 1965, a Cohab foi para sua casa própria em 1978. Ao longo desse período, construiu os principais conjuntos habitacionais de Rio Branco e do interior do Estado, dando origem a bairros como a Cohab, Mascarenhas de Morais, Castelo Branco, Manoel Julião, Vila Ivonete, Conjuntos Universitário 1, 2 e 3, Tucumã, Bela Vista, Xavier Maia, Rui Lino e outros. Estava marcada para acontecer ainda às 11 horas de ontem uma reunião entre o sindicato e o governo para discutir a situação dos trabalhadores ativos da Cohab. | |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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