COTIDIANO

Ato público contra a violência

Movimentos organizados promovem passeata para protestar contra a falta de segurança Rio Branco

Marcos Vicentti
Germano Marino é um dos organizadores do movimento


Val Sales

Os movimentos sociais, por meio dofórum de organizações ligadas ao DST/Aids no Acre, incluindo o Núcleo de Direitos Humanos da Universidade Federal do Acre e Secretaria Especial dos Direitos Humanos, promovem no próximo dia 21, às 9 horas, um ato público contra a violência que vem assustando os moradores da capital nos últimos dias.

A concentração vai acontecer na frente do Sebrae-Centro, de onde os manifestantes percorrerão as principais ruas da capital. Durante o movimento, será lembrado o nome do coordenador Estadual do DST/Aids, Francisco Dantas, assassinado de forma brutal na madrugada do dia 12 deste mês. Além de coordenar do departamento, Dantas também era um líder ativista em direitos humanos e detinha a confiança e a simpatia de todos.

O presidente da Associação dos Homossexuais do Acre (Ahac), Germano Marino, lembrou que a passeata nas ruas do centro da cidade contará com a presença do coordenador Nacional do Programa de DST/Aids, do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, e de representantes da Secretária Especial de Direitos Humanos.

“Faremos uma caminhada em silêncio como protesto contra a violência. Sairemos da frente do Sebrae e seguiremos pela avenida Getúlio Vargas até o Palácio Rio Branco. Levaremos faixas e cartazes pedindo o fim da violência, e desde já, solicitamos que as pessoas estejam vestidas com roupas brancas”, lembrou.

A caminhada pela paz e contra a violência recebe o apoio direto dos parlamentares do Estado e município, incluindo a deputada estadual Naluh Gouveia (PT), o deputado estadual Donald Fernandes (PSDB), A vereadora Ariane Cadaxo (PC do B), o vereador Marcio Oliveira (PTN) e o senador Sibá Machado (PT).

O ato contra a violência vai lembrar ainda do professor Aldemir Pereira de Andrade, 35, encontrado morto dentro de casa na última quarta-feira, 15. A semelhança entre a morte do educador e a do ex-coordenador do DST/Aids está na crueldade usada por seus algozes. A caminhada em favor da paz é uma forma da sociedade se levantar para pedir mais empenho da polícia em relação à segurança do cidadão.

 

 
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Rio Branco-AC, 18 de agosto de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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