RENATA BRASILEIRO
Desembarcaram na noite de ontem, em Rio Branco, quatro homens envolvidos no esquema fraudulento para compra de carros de forma fácil e barata. Os nomes não foram divulgados pela Policia Federal, mas informações preliminares indicam que o grupo vem de Paraná, São Paulo e Goiás. Além deles, duas mulheres também envolvidas no crime deveriam ter vindo no vôo, mas deverão cumprir pena em suas cidades por motivo de doença e de gravidez.
A primeira providência da Polícia Federal deverá ser ouvir o depoimento das quatro pessoas que chegaram a Rio Branco. Eles serão indiciados por estelionato, formação de quadrilha ou bando e fraude processual. Serão enquadrados também na Lei de Mercado de Valores Mobiliários. Se forem condenadas, todos do grupo deverão pagar pena no Estado.
Até o momento, a Polícia Federal prendeu 21 pessoas da quadrilha que, segundo a superintendência do órgão no Acre, era especializada em negociar títulos de crédito com valor nominal majorado de forma fraudulenta. Somente em veículos, estima-se que a organização negociou R$ 25 milhões.
Cerca de 130 policiais federais foram mobilizados para cumprir 25 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão preventiva expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Rio Branco. Os automóveis apreendidos no Estado estão recolhidos no pátio do 7º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC). Segundo a assessoria de imprensa da instituição, esta é a maior operação já realizada no Estado.
A assessoria da PF detalhou que o grupo atuava cooptando pessoas para fazer financiamentos de veículos e dívidas fiscais. O golpe era executado da seguinte forma: o bando oferecia títulos de crédito às vítimas que tinham financiamento de veículos e dívidas fiscais, a fim de quitá-los e entregar-lhes o carro.
Originalmente, esses títulos tinham valor de mercado em torno de R$ 3, podendo alcançar o valor de R$ 600, após a emissão de laudos por peritos autônomos que também faziam parte do esquema e de uma decisão judicial favorável. Segundo informou a PF, a quadrilha não pagava as prestações do financiamento. No entanto, vendia os automóveis por até metade do valor de mercado. (Com informações da assessoria da PF)
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