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Acre poderá enfrentar aids na fronteira Governo está preocupado com o avanço da doença nas regiões da Bolívia e Peru que fazem fronteira com o Acre |
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O programa estadual DST/Aids criou projeto para enfrentar a proliferação do HIV nas fronteiras com a Bolívia e o Peru, informou ontem Francisco Dantas, coordenador do programa. Nos países vizinhos ao Acre, o sistema de saúde pública é muito precário e o combate à aids não é prioridade. Os coordenadores do DST/Aids estão assustados com a elevada disseminação da doença nas cidades da divisa: como exemplo, na região de Porto Maldonado, no Peru, já foram registrados mais de mil casos de contaminação por HIV. Paralelamente, o programa irá combater a aids nos quartéis do Exército na fronteira. Em nível nacional, o governo anunciou ontem uma ação entre instituições para evitar a proliferação da doença na caserna, principalmente entre os recrutas, os quais, segundo o DST/Aids, são em 70% mal alfabetizados, com escolaridade inferior ao ensino médio; vivem na periferia das cidades, onde há pouca presença do poder público, e estavam desempregados antes de serem militares. As Forças Armadas, o Ministério da Saúde e o Programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids) vão intensificar as ações de prevenção na luta contra a Aids no Brasil. Um convênio firmado ontem garante atenção específica ao controle das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e Aids nas Forças Armadas. A cada ano, 92 mil jovens são recrutados para prestar o serviço militar obrigatório. E, segundo dados do Ministério da Defesa, trabalham nas Forças Armadas mais de 300 mil pessoas. Todo esse contingente e mais 1,3 milhão de pessoas serão diretamente beneficiados com o programa. O objetivo é fazer prevenção e controle da Aids dentro e fora da corporação. As ações estarão voltadas aos recrutas e oficiais de 18 a 28 anos de idade. É nessa faixa etária da população brasileira que se encontra o índice mais alto de infecção pelo vírus do HIV. O Ministério da Saúde acredita que as Forças Armadas sejam estratégicas no controle da doença por estarem diretamente envolvidas com um segmento da população que é hoje um dos focos prioritários do Programa Nacional de DST/Aids. HIV avança entre idosos no Acre A infecção por HIV na terceira idade vem crescendo muito no Acre. Há quatro anos, pouco se ouvia falar da doença entre idosos no Estado, mas em 2003, segundo o programa DST/Aids, já são 12 casos na faixa etária entre 55 e 70 anos. As causas são principalmente de ordem cultural. “Os filhos pensam que os pais, por serem velhos, já não têm mais atividade sexual”, explicou Francisco Dantas, coordenador do DST/Aids. Além disso, os idosos tendem a resistir mais ao uso dos preservativos que os jovens e encaram a contaminação como pecado. “Doze casos é gritante”, espanta-se Dantas, que nesta segunda-feira conduz uma oficina de sexualidade na terceira idade no auditório do Departamento de Ações Básicas em Saúde (Dabs). O evento pretende quebrar o tabu do debate sexual na velhice e acabar com o mito do “pecado” da aids. |
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