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“Deus deve ter me livrado de morrer”

 


Aos 81 anos, o aposentados João Damasceno de Moura, o João Buratama, diz que lembra do acidente como se “fosse hoje”. Ele estava dentro da aeronave. Vinha para Rio Branco visitar parentes. Mudou de idéia porque não se sentiu bem com tumulto. O vôo estava superlotado. Ele desceu e deu lugar a outro passageiro.

No solo, viu o avião decolar e acompanhou a sua queda estupefato. “Ouvi quando alguém disse que o avião ia cair foi aquele alvoroço. Naquela hora percebi que fui salvo pelas mãos de Deus”, acredita.

João Buratama conta que a primeira pessoa a se dirigir para o local do acidente foi o prefeito José Sobrinho Nogueira, que foi de moto até a beira do rio e chegou à outra margem nadando.

Regiclay Saady
João Buratama diz que lembra do dia
do acidente como se fosse hoje

Em meio à correria na cidade, Buratama relembra que muitas pessoas que deixaram de embarcar naquele dia por falta de vaga choravam emocionadas.

Conta que também foi ao local ajudar na retirada dos corpos carbonizados e ficou triste com o piché de carne queimada. “Lembro-me como se fosse hoje. Tinha pena daquelas pessoas, mas me sentia aliviado”, diz.

Sentado na cadeira de balanço em sua casa, o sobrevivente afirma lembrar que o último passageiro a embarcar foi Dom Giocondo Maria Grotti, depois de conversar com um militar conhecido como coronel Noronha.

Outro detalhe contado por Buratama foi uma mão de mulher em perfeito estado de conservação. Ela tinha unhas postiças pintadas de vermelho. “Era uma mão esquerda e não tinha anel. O que indica que não era casada”.

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Rio Branco-AC, 28 de setembro de 2006
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