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Pai de deputado morreu no acidente

 


O deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), 41, tinha seis anos quando o avião caiu. Entre os passageiros estava meu pai, o comerciante Osvaldo Dílson Magalhães. Órfão, o parlamentar e seus dois irmãos – Erivaldo e Osvaldo – foram criados pela sua mãe, Maria Soares Pio, a dona Mariquinha.

A morte trágica do pai não deixou trauma no deputado. Avião e acidente sempre tiveram ligados à sua vida. Depois de adulto, ele passou por momentos de aflição em três ocasiões. A mais grave foi em outubro de 2003. Magalhães era um dos passageiros do avião Fokker da Tavaj procedente de Cruzeiro do Sul que perdeu o controle na hora do pouso no aeroporto de Tarauacá, onde faria escala. A aeronave vinha com cerca de 20 passageiros e estava com os tanques de combustível cheios.

Edvaldo Magalhães fora informado pelos pilotos de que o motivo do acidente foi que o motor do lado esquerdo não fez a reversão na hora do pouso e continuou funcionando, puxando o avião para fora da pista.

Numa velocidade aproximada de 300 quilômetros, o avião ficou praticamente destruído depois que o trem de pouso chocou-se com uma caixa de concreto que fica a 20 metros da pista.

O choque com a caixa de concreto evitou uma tragédia. O avião parou a cerca de 30 metros de um hangar onde estavam dois aviões monomotores e dez mil litros de combustível.

“Se o avião batesse no hangar, teria explodido e, certamente, teriam morrido os passageiros e as pessoas que estavam no aeroporto”, comentou na época o deputado.

Mesmo com tantos sustos, Magalhães diz que não teme andar de avião. É defensor da tese de que uma mesma família não é vitima de duas vezes de acidente aéreo. A opinião do deputado parece ser corroborada pelos seus irmãos. O mais novo – Erivaldo – é comissário de bordo da Gol Linhas Aéreas e o mais velho – Osvaldo trabalha na Infraero e é controlador de vôo em Cruzeiro do Sul.

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Rio Branco-AC, 28 de setembro de 2006
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