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Portal do Acre para o Pacífico Assis Brasil se organiza para conquistar benefícios da estrada que liga o Acre ao litoral e aos portos do Peru |
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Cravada como uma jóia exatamente no ponto de encontro das fronteiras da Bolívia Peru e Brasil, a cidade de Assis Brasil quer ser mais do que um ponto de passagem para as cargas e produtos que serão exportados e importados por ali a partir do asfaltamento da estrada do Pacífico, cujas obras, estão em pleno andamento e devem estar concluídas nos próximos quatro anos, ou menos. Um sinal positivo dessas mudanças que estão acontecendo, são os comerciantes e empresários locais que começam a se organizar para que sejam ouvidos e assim possam ser beneficiados pela estrada. A primeira providência para isso é a reativação da Associação Comercial de Assis Brasil fundada em dois de novembro de 1999, sob a liderança da empresária “Sebastiana”. “A gente acredita que somente com o trabalho organizado nós poderemos participar do desenvolvimento que virá para toda esta região daqui há dois ou três anos. Entendemos que se não agirmos de maneira cooperativa em defesa do interesse comum de nossa comunidade através de uma parceria que inclua o poder público e o privado, nós teremos dificuldade para garantir a sobrevivência de nossos negócios quando as grandes empresas chegarem por aqui”, advertiu Humberto Cunegundes de Mesquita, o “Betinho”, 55 anos, pai de três filhos. Na manhã de quinta-feira, Betinho foi empossado na presidência da Associação Comercial de Assis Brasil em cerimônia prestigiada pelo presidente da Federação das Associações Comerciais do Acre, Rubenir Guerra, pelo vice-presidente da Associação Comercial e Industrial do Acre (Acisa) George Pinheiro, coordenador da orientação associativista e cooperativa do Sebrae Tristão Cavalcanti, além de vereadores, presidentes de associações de moradores e de classe, além de empreendedores daquele município. A associação comercial é membro efetivo do Comitê de Fronteira e por isso mesmo, uma das primeiras providências de Betinho será cobrar o cumprimento de alguns acordos e promessas feitas por autoridades federais e estaduais quando do projeto de construção da ponte da integração. “Queremos que nossa população mantenha sua liberdade de circulação entre as cidades de Assis Brasil, Bolpebra e Iñapari como sempre tivemos, a fiscalização deve ser mais rigorosa para as pessoas e produtos que circulem a partir daí para dentro do Brasil, Peru ou Bolívia. Precisamos, e isso é mais que urgente, de um programa de incentivo ao desenvolvimento empresarial nos setores de comércio, indústria e serviços, contando com financiamento e estímulos fiscais para fazer surgir novos negócios e reforçar os que já existem em nossa cidade, do contrário, ao invés de ser beneficiada, a maioria de nossa população acabará sendo prejudicada pelo que deveria nos trazer desenvolvimento”. A advertência do presidente da associação comercial está fundamentada no fato de que já está aprovada e passa por um processo de regulamentação a recém criada Zona Franca de Iñapari que, segundo o governo central do Peru, deverá receber mais cinco mil famílias que serão assentadas numa comunidade hoje composta por pouco mais de 800 pessoas. “Além das grandes madeireiras que já atuam e de outras que estão se instalando ali, Iñapari já tem confirmada a construção de uma filial da indústria de lacticínios Glória e de representações da indústria de cimentos e outros produtos de destaque do Peru interessadas em vender para o mercado brasileiro”. Cunegundes explica que mais do que uma ameaça, esses projetos criam oportunidades que irão estimular o desenvolvimento de uma bacia leiteira, bem como para a produção de alimentos, móveis, hotéis e serviços variados em Assis Brasil. Organizar é preciso O presidente da Federação das Associações Comerciais do Acre (Feac), Rubenir Guerra destacou a importância estratégica da cidade para o desenvolvimento do Acre e do Brasil. “Em dois, no máximo três anos, Assis Brasil vai tornar-se uma cidade muito importante para o comércio da América Latina. Mas é preciso preparar-se para aproveitar com sabedoria as muitas oportunidades que vão surgir e uma das medidas práticas para isso é reforçar a associação comercial que irá representar os comerciantes locais e defender os interesses de sua comunidade”. Já o vice-presidente da Acisa, George Pinheiro, enfatizou o bom momento que o Acre e, mais especialmente, Assis Brasil vem vivendo com o fim do isolamento proporcionado pelo asfaltamento da estrada, a inauguração da agência do Banco do Brasil que integrou a cidade ao mundo financeiro. “Sinto prazer em ver que a cada vez que venho a Assis Brasil, vejo coisas novas e que a cidade está se desenvolvendo, mas é essencial entender que somos nós empreendedores que como comerciantes, industriais, agricultores e em outros serviços quem fazemos o município, o Estado e o país, então precisamos nos organizar e lutar em defesa dos interesses de nossa comunidade”. Representando o superintendente do Sebrae do Acre, Cassiano Marques, Tristão Cavalcanti especialista na cultura associativista e cooperativa lembrou que: “Há alguns anos realizamos um treinamento para membros de associações comeriais, em Rio Branco e o Betinho estava lá quando Assis Brasil ainda nem tinha uma associação. Esclareceu que estava lá para aprender como as coisas funcionavam porque acreditava que isso ajudaria a desenvolver seu município. Insto demonstra seu compromisso com esta comunidade e nós do Sebrae, estamos aqui para ajudar no que for necessário”. |
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